Superlua faz maré subir muito e provoca prejuízo em São Luís (MA)

17:56 Marco Lyra | Engenheiro Civil | Especialista em Obras de Defesa Costeira. 0 Comentarios


Ondas invadiram o cais de Raposa, cidade na área metropolitana de São Luís. Foi a maré mais alta do ano, com quase sete metros de altura.

Todo mundo que viu a superlua no fim de semana se encantou com a beleza dela. E foi a primeira do ano. Mas, na região metropolitana de São Luís, a maré subiu muito. E provocou prejuízo.

O mar avançou com tanta força rumo ao continente que as ondas invadiram o cais de Raposa, cidade na área metropolitana de São Luís. O vai e vem do mar se repete a cada 12 horas.

“A gente tem o risco de uma hora pra outra cair tudo. Levar tudo”, contou Maria Aparecida Nunes, marisqueira.

“Contra a força da natureza acho que o homem não tem vantagem”, disse o ferreiro Edevaldo Lima Neto.

Na orla de São Luís, mais destruição. Depois que a maré baixa, os estragos aparecem. O mar avançou em direção a um condomínio de luxo. A erosão está ficando cada vez mais perto dos apartamentos.

“Os moradores estão preocupadíssimos com a situação. Estão ansiosos com o que poderá vir a acontecer”, afirmou o administrador de condomínio Carlos Cézar Borges Moraes.

Esse tipo de maré alta é um fenômeno conhecido na região, mas essa foi a maré mais alta do ano, com quase sete metros de altura. Segundo especialistas, esse é o fenômeno conhecido como “Maré de Sizígia”.

O crescimento das marés na costa maranhense ocorre quando o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados. O fenômeno deve se repetir ainda com mais força em setembro e outubro, na fase da lua cheia. 

“A gente sempre diz que esse aqui é um efeito cíclico e recorrente. Por quê? Porque todas as vezes que se aproxima agosto setembro e outubro, já se sabe que o potencial erosivo é muito grande”, explicou o professor de oceanografia da UFMA Antonio Carlos Leal de Castro.

São Luís fica numa das regiões do planeta com maior influência dos ventos. Como a capital maranhense fica numa baía que tem a forma de funil, favorece a formação das maiores marés do país.

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