UA ajuda a combater o avanço do mar (Portugal)

1gaga

DECivil da Universidade de Aveiro desenvolve ferramenta que ajuda a gerir a erosão costeira. Distinguida no Sea Call for Innovators, a Ferramenta COMASO pretende aumentar a eficácia da proteção das zonas litorais. 

Como será o futuro das nossas praias? Como devemos intervir para proteger as zonas litorais? Até que ponto é eficaz a gestão costeira em Portugal? Estas são algumas das questões que surgem após os eventos de temporal recorrentes na nossa costa e que, nos últimos anos, motivaram uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Civil (DECivil) da Universidade de Aveiro (UA) a desenvolver ferramentas que auxiliem a gestão costeira e contribuam para a sua eficácia.

“A tempestade que assolou Portugal nos últimos dias é o mais recente exemplo do potencial destrutivo do mar e do perigo que representa para as zonas costeiras”, lembra Carlos Coelho, investigador do DECivil e responsável pelo desenvolvimento da ferramenta Coastal Management Solutions (COMASO). 

A ideia que baseia o desenvolvimento da ferramenta, aponta Carlos Coelho, corresponde a dar resposta a três fases principais de análise, no processo de gestão costeira: fácil identificação dos locais de maior risco de erosão costeira, permitindo hierarquizar prioridades no que concerne às necessidades de intervenção; capacidade de projeção da posição da linha de costa para diferentes cenários de intervenção de defesa costeira (módulo LTC); dimensionamento de estruturas de defesa costeira a adotar na intervenção (módulo XD-Coast).

Esta ferramenta deverá permitir identificar os custos e benefícios que as medidas de mitigação do problema de erosão representam, em horizontes temporais de dezenas de anos, suportando as decisões futuras de engenheiros, gestores e planeadores do litoral. 

O COMASO foi um dos participantes na Sea Call for Innovators. Esta iniciativa decorreu na UA, no passado dia 31 de janeiro, inserida no projeto NOE-Noroeste Empreendedor, dinamizado pela UA, em parceria com a Universidade do Porto e a Associação Universidade-Empresa para o Desenvolvimento (TecMinho), cofinanciado pelo FEDER, através do Compete 2020. Com uma proposta de Soluções para a Gestão Costeira, a equipa do DECivil foi premiada e irá beneficiar de apoio (consultoria) para a elaboração de estudos de patenteabilidade e/ou vigilânciatecnológica da ferramenta.

Fonte: www.forum.pt

Barras de ferro e de madeira são as armas dos comerciantes de Ovar na luta contra avanços do mar (Portugal)

Barras de ferro e de madeira são as armas dos comerciantes de Ovar na luta contra avanços do mar
Porto Canal (MYR)
Os comerciantes dos estabelecimentos na praia do Furadouro, em Ovar, vão recorrer a alguma medidas como taipais de madeira e barras de ferro, de modo a prevenir estragos provocados pela subida do nível do mar no litoral do concelho Ovar, de acordo com as informações apuradas pelo Porto Canal.

O Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) decretou aviso vermelho para sete distritos do continente na tarde de quinta-feira, estando em aviso vermelho por causa da forte agitação marítima os distritos de Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.

Uma zona já habituada aos recorrentes estragos causados por ondas gigantes, é a praia do Furadouro em Ovar, cujos estabelecimentos vão recorrer a taipais de madeira e chapas de ferro, de modo a evitar possíveis inundações como é o caso do Café Amadeu e do Restaurante Concha, cujos proprietários em declarações ao Porto Canal já passaram por algumas situações dramáticas devido à subida dos níveis do mar.

De referir que o Café Amadeu, que, incluindo snack-bar, restaurante e pensão, tem duas frentes para a rua: uma virada para o mar, outra para a referida avenida, já viu a sua uma montra de vidro partida, uma porta com ferrolhos derrubada e louça quebrada. 

"Gosto de andar na minha pesca e sei ver quando o mar está ruim", avançou, o proprietário do Café Amadeu ao Porto Canal: "já há três anos que utilizo placas para proteger as montras, mas veio uma onda com pedras e a água entrou. Vamos ver se este ano será diferente”.

A Marinha recomenda à comunidade marítima a adoção de medidas de precaução, equacionando, se possível, o regresso antecipado aos portos de abrigo. À população em geral é recomendado que se abstenham, em absoluto, de se deslocarem até à orla costeira exposta à agitação marítima.

Porto Canal (MYR)

Mudanças climáticas e o avanço do mar.

Deputado reclama que PMJP ignora problemas com falésia do Cabo Branco (PB)

O deputado estadual Raoni Mendes (DEM) questionou os motivos que levaram a Prefeitura Municipal de João Pessoa a decretar duas vezes estados de emergência tendo como referência a mesma área da falésia do Cabo Branco, sem que houvesse solução efetiva.

Foto: Ascom
Neste domingo (22), mais uma ação de erosão na barreira aconteceu, o que levou a interdição imediata do local. O parlamentar cobrou providências da gestão municipal alegando que há anos a administração vem tratando a problemática com descaso.

“Já foram dois decretos relatando os mesmos problemas causados pelo avanço do mar. Mesmo assim até agora não foi feito nada para conter a erosão e consequentemente o desgaste da barreira. É uma demonstração de incompetência em que a prefeitura precisa tomar providências emergenciais”, ressaltou o deputado.

Raoni Mendes destacou mais uma vez a necessidade de uma intervenção federal para solucionar o problema. Há bastante tempo, ele tem usado as redes sociais para chamar atenção da população em relação a atual situação da barreira do Cabo Branco.

“Nossa luta tem sido constante junto aos ‘Amigos da Barreira’ para preservar a falésia do Cabo Branco. Precisamos urgente de uma intervenção federal, pois a atual gestão municipal tem procurado culpados para justificar a negligência da administração para resolver o descaso”, destacou.

Até o momento a prefeitura apenas mandou interditar o local proibindo o tráfego de veículos.

Fonte: paraibaonline.net.br
Página inicial Postagens mais antigas