sábado, 27 de agosto de 2016

Debates eleitorais mostram pouco interesse no avanço do mar (PE)

Escantear a temática é chutar para metros adiante uma bomba com o estopim aceso

Em uma cidade cheia de problemas de mobilidade, saúde e educação, o Recife, pelo que vimos a esta altura dos debates eleitorais, sinaliza baixo interesse para a questão do possível avanço do mar. Dá-se a impressão pela pauta dos postulantes a vagas na Câmara e ao comando da prefeitura que a Veneza pernambucana ficará intacta às mudanças climáticas, quando é de conhecimento que a cidade será uma das mais afetadas do planeta pelo aumento do nível do mar. Escantear a temática é chutar para metros adiante uma bomba com o estopim aceso. O avanço das águas oceânicas vai encobrir diversas áreas recifenses. Inclua aí as regiões ribeirinhas do Rio Capibaribe. Dos Coelhos à Iputinga. Da Várzea à Torre. Ao avançar, o mar deve engolir casas e também ruas, avenidas e estradas. Daí, a importância dos candidatos dizerem a que vêm. Um centavo que for empregado em lugares como esses deve ser projetado para o futuro, como já pensam governos de algumas cidades do mundo, como Boston, nos Estados Unidos, passíveis da fúria do mar.

Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Prejuízos causados pela ressaca em Santos ainda são contabilizados (SP)

Um dos pontos mais afetados pela alta da maré foi o Deck do Pescador, na Ponta da Praia

Estrutura do píer ficou completamente destruída após a forte ressaca (Foto: Carlos Nogueira)
A baixa da maré, na manhã seguinte à ressaca que atingiu a cidade de Santos, expôs um verdadeiro cenário de destruição na orla da praia.

Na região, um dos pontos mais afetados pela alta da maré foi o trecho onde está instalado o Deck do Pescador. Parte da estrutura do píer cedeu e caiu dentro do mar. A estrutura turística já havia sido destruída após uma forte ressaca em abril deste ano. Três meses depois, teve seu acesso parcialmente liberado após a conclusão de uma obra emergencial.

Vias mais afastadas da orla da praia também foram atingidas por ressaca (Foto: Carlos Nogueira)
Após uma manhã de intenso trabalho, ainda não foi possível calcular os prejuízos causados pelo avanço da maré. Percorrendo a Ponta da Praia, a Reportagem constatou que dezenas de garagens, inclusive em vias mais afastadas à Avenida Saldanha da Gama, ficaram completamente inundadas. A água do mar também invadiu clubes localizados na orla e colocou abaixo boa parte das muretas de contenção.

Fonte: A Tribuna

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Prefeitura lança licitação para contenção na Barreira do Cabo Branco (PB)

Barreira do Cabo Branco
Reprodução: TV Cabo Branco
A prefeitura de João Pessoa lançou neste fim de semana o edital para as obras de contenção na falésia do Cabo Branco. Ao todo, estão sendo disponibilizados quatro lotes independentes, sendo um para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e os outros para a execução da obra propriamente dita. A expectativa do poder público é a de que as intervenções tenham início até o próximo ano e a estimativa é que sejam investidos mais de R$ 81 milhões nas obras que visam reduzir a degradação na barreira, um dos pontos turísticos mais importantes do Estado.

A elaboração do EIA/RIMA deve ser iniciada logo após a conclusão do processo licitatório, que poderá durar até 120 dias. O custo estimado para o trabalho, no edital, é de R$ 669 mil. A proposta é que o estudo seja concluído também em quatro meses. Ele vai indicar o nível de impacto que será trazido pelo projeto executivo de intervenção em continente e no mar. A partir daí, com o estudo em mãos, haverá a avaliação sobre eventuais mudanças no projeto original e o pedido de licença à Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Sudema) para instalação do canteiro e o início das obras.

As empresas que forem habilitadas no processo licitatório poderão concorrer para os quatro lotes ou para lotes específicos. A secretária de Planejamento de João Pessoa, Daniella Bandeira, explicou que ganha quem oferecer o menor preço. As obras preveem a construção de quebra-mares, engorda da praia e drenagem na área continental. As falhas na drenagem, vale ressaltar, são elencadas entre os principais motivos para a degradação. A estimativa é que as obras para a execução dos lotes 2, 3 e 4 custem em torno de R$ 81 milhões.

Ainda durante a elaboração do EIA/Rima serão realizadas pelo menos três audiências públicas para discutir os impactos do projeto. As discussões sobre a contenção na barreira do Cabo Branco já se arrastam há mais de 20 anos. Desde então, vários prefeitos vêm prometendo resolver o problema dos contantes desmoronamentos. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) chegou a decretar estado de emergência no local em duas oportunidades. O tráfego de veículos na área continental mais próxima do mar foi interditado e foram construídos acessos alternativos à Estação Ciência.

Fonte: Jornal da Paraíba