Bagwall contém erosão costeira nas praias do Janga e Pau Amarelo (Pernambuco, Brazil)

13:21 Marco Lyra | Engenheiro Civil | Especialista em Obras de Defesa Costeira. 0 Comentarios


Bagwall contains coastal erosion in Janga and Pau Amarelo beaches (Pernambuco, Brazil)

O problema da erosão costeira no litoral do Paulista (PE) não foi corretamente sanado pelas inúmeras obras de proteção que foram edificadas entre as décadas de 1990 e 2000. Para Oliveira et al., (2011), a construção de estruturas rígidas artificiais aliada as alterações do suprimento sedimentar das praias e as mudanças na configuração das cotas batimétricas em plataforma continental adjacente contribuíram para um recuo médio de 100 m da linha de costa do litoral de Paulista ao longo dos últimos 10 anos. 

Na década de 90, foram construídos espigões, quebra-mares e engorda artificial na praia do Janga. Após a construção das referidas obras, quatro trechos da orla intervencionada apresentaram forte processo erosivo numa extensão de 0,7 km. Ocorreu também a transferência do processo erosivo para a vizinha praia de Pau Amarelo, o chamado efeito dominó, provocando destruição numa extensão de aproximadamente 4 km.

Com o agravamento do problema da erosão na orla do Paulista, inclusive ameaçando o histórico Forte de Pau Amarelo, a Prefeitura Municipal utilizou como mitigação, a construção de um Dissipador de Energia do Tipo Barra Mar Bagwall, para contenção da erosão costeira nas praias do Janga e de Pau Amarelo. 

Após um ano de construção do Dissipador de Energia Bagwall nas praias do Janga e Pau Amarelo, o diagnóstico feito através do monitoramento da área antes, durante e após a conclusão da obra, indica que as estruturas de contenção construídas nas referidas praias, cumpriram seu papel durante o período monitorado, cujo objetivo principal foi a contenção do recuo da linha de costa.

Foto 1 – Bagwall protege o Forte de Pau Amarelo do avanço do mar.
Foto 2 – Após contenção do Bagwall o calçadão na praia do Janga foi recuperado.
O município do Paulista continua fazendo o monitoramento de toda sua orla através de convênio com Universidade Federal de Pernambuco, com o objetivo de melhor avaliar o desempenho da obra de contenção após sua implantação.

Marco Lyra

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