Ponta Negra terá solução definitiva (RN)

14:48 Marco Lyra | Engenheiro Civil | Especialista em Obras de Defesa Costeira. 0 Comentarios


A Prefeitura de Natal publicou ontem (20), em Diário Oficial, a empresa que será responsável pela elaboração de um estudo técnico, econômico e ambiental da obra de contenção da erosão na praia de Ponta Negra, na zona Sul da capital potiguar. Através de licitação por tomada de preços, a vencedora foi a Tetra Tech Consultoria Ltda, com uma proposta no valor total de R$830.600,00. De acordo com a secretária adjunta de planejamento Teresa Maria Vieira Pires, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov), o vínculo tem validade de um ano, em virtude da necessidade de observar-se todas as condições climáticas da região, e oferecerá, através de diagnósticos, uma solução definitiva para a área. A ordem de serviço será assinada na semana que vem.

Diariamente, serviços de manutenção estão feitos na obra de enrocamento de Ponta Negra, para ajustes de pedras que se soltam
Diariamente, serviços de manutenção estão feitos na obra de enrocamento de Ponta Negra,
para ajustes de pedras que se soltam | Foto: Ana Silva
No primeiro semestre de 2014, uma obra de enrocamento foi entregue pela Semov em Ponta Negra. A solução foi em caráter emergencial e tinha como objetivo sanar, de forma paliativa, os reincidentes processos erosivos causados pelo mar, com durabilidade de dois anos. Ontem, a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE percorreu a orla e conversou com funcionários que faziam a manutenção do serviço. “Todo dia a gente faz esse trabalho, que é de manutenção. Como não podemos concretar, para fixar as pedras, temos que realizar de forma manual. É algo normal”, comentou um profissional que não quis se identificar. 

Questionada pela reportagem, a secretária adjunta da Semov declarou que os serviços de manutenção são constantes e realizados em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur). “Eventualmente estamos dando este apoio, para reparos e vigilância da área, por causa de furtos e depredações. Além disso, existe um acerto para inibir alterações na beira-mar. Muitos comerciantes do local querem construir escadas por cima do enrocamento, deslocar pedras. E isto não deveria acontecer”, explicou Teresa Cristina. 

Ainda sobre o enrocamento, a secretária pontuou que não será preciso destruir o que já foi feito. “O enrocamento não vai ser suprimido. Ele será mantido. Com o engordamento, é propício, por similaridade, a cobertura natural de todas aquelas pedras, integralmente”, afirmou. 

No âmbito do estudo a ser realizado pela Tetra Tech Consultoria, Teresa Cristina disse que “ele será exclusivo para Ponta Negra”, em virtude do financiamento total via Ministério da Integração, “assim como foi o enrocamento”. Ainda de acordo com ela, “essa contratação tem como meta encontrar as melhores alternativas para a obra de engorda da faixa de areia”. O serviço, contudo, será feito de forma gradativa e por medições. “Temos que respeitar o ciclo das marés e o regime de ondas”, disse a secretaria. 

Memória

O enrocamento da beira-mar da Praia de Ponta Negra foi iniciado em outubro de 2013, com investimento de R$ 5,4 milhões bancado pelo Ministério da Integração. A obra consistiu na construção de uma parede de pedras para proteção contra a maré, formado pela própria aderência do material. 

O serviço foi feito a cada 20 metros e entendeu-se ao longo de quase oito meses, sendo concluído em junho do ano passado. Com “validade” de dois anos, a estrutura formada por uma manta geotêxtil (bidim), pedras de grande e pequeno porte e lajotas deveria é recomposta periodicamente, para evitar o avanço do mar. 

Para garantir o acesso dos banhistas à faixa de areia, foram instaladas ainda 16 escadas de madeira e seis rampas. Atualmente, porém, existem mais acessos, estruturados por sacos de areia, colocados pelos próprios quiosqueiros da região. 

Em novembro do ano passado, os ministérios públicos Federal e do Estado do Rio Grande do Norte, inclusive, chegaram a apontar irregularidades na obra, indicando inconformidades entre o projeto previamente aprovado e o que foi aplicado. Em função disso, a Prefeitura contratou consultoria técnica e especializada, que desde então tem acompanhado a perícia dos projetos.

Fonte: Tribuna do Norte

0 comentários:

Postagem mais recente Página inicial Postagem mais antiga