DER se reúne com MPF para discutir proposta para Praia de Guaxindiba (ES)

18:21 Marco Lyra | Engenheiro Civil | Especialista em Obras de Defesa Costeira. 0 Comentarios


Mar levou casas construídas à beira do mar e ameaça pousadas na região; fenômeno é registrado em todo o país

As propostas para contenção da erosão do mar em Guaxindiba, Conceição da Barra, serão avaliadas no próximo no dia 15, às 15 horas, no Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) em São Mateus, norte do Estado. O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER/ES) discute sua proposta para construção de um píer no local com a procuradora Carolina Augusta da Rocha Rosado. 
A procuradora é responsável pelo Procedimento Preparatório número 1.17.003.000118/2014-69, adotado para apurar as providências adotadas pelo poder público federal, estadual e municipal para conter o avanço do mar sobre os imóveis próximos à Praia de Guaxindiba.

Entre as providências sobre o tema, foi realizada uma audiência pública no dia último dia 18. Participaram, entre outros, representantes do DER/ES, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), município de Conceição da Barra e a Superintendência de Patrimônio da União (SPU). O prefeito do município é Jorge Donati (PSDB). 

Na audiência, foram discutidas duas propostas. A do DER para construção de um enrocamento, projeto de cerca de R$ 32 milhões. Neste procedimento, é formado um maciço composto por blocos de rocha compactados. Em projeto para contenção da erosão marinha na Bugia, o investimento foi de R$ 54 milhões.

Na audiência foi apresentada ainda a proposta para construção de um muro de contenção do mar com grandes sacos de concreto, com cimento e areia, o “bagwall”. O preço é de R$ 8 milhões. A eficácia das técnicas terão que se comprovadas, mesmo em se tratando de obra de caráter emergencial. 

O problema da erosão marinha é crescente no Estado e no país. Um outro exemplo no Espírito Santo está em Marataízes, na orla de Lagoa Funda. Nos locais onde as casas estão sendo destruídas pela erosão marinha, a comunidade exige providências do poder público. Em todo litoral brasileiro, o problema é registrado.

Bugia 

Na Bugia, foram construídos cinco quebra-mares e um espigão, também conhecido como esporão, uma estrutura que modifica o fluxo das correntes marítimas. Esses teriam a intenção de justamente conter a devastação registrada por cerca de 20 anos no bairro. 

Em 2006, o bairro Bugia chegou a ter 80% do seu território destruído pela erosão. Entretanto, em 2011, a força do mar destruiu parte da obra da Bugia e, pela primeira vez, atingiu com gravidade a praia de Guaxindiba, que desde então sofre os efeitos devastadores da corrente marítima. 

As estruturas da Bugia foram construídas pelo DER-ES, autarquia vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop), e inauguradas em dezembro de 2010 pelo governador Paulo Hartung (PMDB), em seu segundo mandato. Nenhuma manutenção foi realizada. A corrosão, o sumiço da areia nas laterais e o aparecimento de processos erosivos já eram registrados pelos moradores dois anos após a obra.

Fonte: seculodiario.com

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