Avanço do mar no litoral do Rio deixa moradores ilhados (RJ)

O avanço do mar está destruindo ruas e casas em uma praia no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Moradores culpam a construção de um porto pelo fenômeno.
 
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Fonte: band.uol.com.br

Comentários

Anônimo disse…
Que bom que você abordou o assunto.

Em alguns lugares é proibido fazer comentários contrários à ideologia do autor do espaço. A contradição tem pairado no ar por estes dias. É tóxica. Alguns se dizem a favor da democracia e alegam ter lutado por ela, mas infelizmente praticam a ditadura nos seus blogs e sites.

Vamos lá.

Para começar, o seu vídeo não está completo.

Este aqui está. Ele traz o comentário polêmico do apresentador no final.

http://www.youtube.com/watch?v=L0YZBVdXXHk


Ele (o apresentador) acusa erroneamente a dona do Porto do Açu, a Prumo Logística, pela erosão na praia.

O relatório da UENF feito pelo Marcos Pedlowski que a Band usou para fazer a reportagem faz análise do EIA/RIMA do estaleiro da OSX e não das obras que pertencem a Prumo Logística.

O relatório diz claramente não saber a causa do problema, mas a Band parece que sabe.

A Prumo Logística devia entrar com um processo de difamação contra a Bandeirantes.

Aqui está a transcrição do comentário:

Chega a ser constrangedor, viu?, o Instituto técnico do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro negar uma evidência tão cristalina, tão clara. Fizeram o porto (Prumo Logística) e do porto (Prumo Logística)... da construção do porto (Prumo Logística) resultou o fenômeno que você viu aí, afetando pouco menos do que 2.000 famílias dessa comunidade. Nada contra grandes obras, nada contra o desenvolvimento, o capitalismo, nada contra a genialidade do seu Eike Batista e suas relações promíscuas com governantes no Estado do Rio de Janeiro. Mas dizer que isso aí não é resultado do porto (Prumo Logística) é tratar os outros como idiotas, né? Vamu lá.


Segundo, há outro aspecto polêmico na reportagem, mais especificamente nas imagens.

A rua e as casas que aparecem na reportagem foram construídas em cima da praia, o que não é permitido por lei.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente e o Código Florestal proíbem construções a menos de 300 metros do mar (Resoluçao 303 de 20 de março de 2002).

Também é proíbido construír a menos de 33 metros da praia (cuidado que não é do mar) porque o terreno pertence à União (Terreno de Marinha).

Segundo a legislação, entende-se por praia a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa subsequente de material detrílico, tal como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema.

Então, a contagem dos 33 metros se iniciaria ao final da faixa de areia. Na reportagem percebe-se nitidamente que as construções foram feitas justamente em área proibida.

As fotos de satélite que estão no relatório da UENF provam isso.

Nâo é só um problema erosão, é um problema de ocupação irregular da costa também.

O mar está pegando de volta o que é dele.

Costa é um ambiente dinâmico que está sempre em transformação. Ora se expande, ora se contrai.

Ele (o mar) precisa de uma ampla faixa de areia para ajustar suas oscilações periódicas.

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