Avanço do mar mata mangue na 13 de Julho (SE)

A ADEMA descarta que o mangue esteja sendo destruído por contaminação de resíduos químicos.

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) concluiu através de um laudo técnico que a morte parcial no mangue da 13 de Julho não foi ocasionada por contaminação de resíduos químicos.

Em laudo preliminar divulgado pelo órgão no mês de maio deste ano foram levantadas prováveis causas da destruição do ecossistema, dando conta de que a morte do manguezal pudesse ser ocasionada por duas variantes prováveis: o aporte de sedimentos, que é causa natural, ou o mais preocupante, a disseminação de veneno.
A ADEMA descarta que o mangue esteja sendo destruído por contaminação de resíduos químicos. O avanço do mar passa a ser a hipótese provável
O descarte indevido do veneno foi uma das hipóteses levantadas como a causa do desequilíbrio ambiental do manguezal, que apresenta avançado processo de degradação.

Os técnicos da Adema realizaram análises da água, solo, e da superfície das folhas das plantas do mangue para chegarem ao resultado, que descartou a contaminação por resíduos químicos através de despejo irregular de resíduos e regentes de clínicas por hospitais, lava-rápido e pelos postos de combustíveis localizados naquela região.
 
O manguezal da 13 de Julho continua morrendo
Na análise preliminar, outras hipóteses apontadas como causas para a crescente degradação do manguezal incluíram o uso irregular de agroquímicos e contaminação dos vegetais por fungos ou vírus.
Nos casos da presença de agente químico, a degradação ocorre por desfolhamento organoclorado, que impede que a planta absorva água e nutrientes ou, ainda, morte por patologia, por vírus ou fungos.

Banco de areia - Outra hipótese provável é a formação de banco de areia nas margens do Rio Sergipe e o assoreamento, ocasionando o encobrimento das raízes das plantas predominantes, matando o manguezal por asfixia.

"As amostras revelam ausência de substâncias químicas, descartando este tipo de contaminação, mas aponta para provável dinâmica da deposição sedimentar, um processo que vem acontecendo ao longo dos últimos 20 anos", explica Genival Nunes, diretor-presidente da Adema.

A degradação do mangue continua sendo uma preocupação. O solo está coberto com detritos que chegam pelos canais pluviais, além do lixo continuamente depositado. As árvores secas denunciam prováveis causas que vão além do simples esgoto doméstico.
 
Fonte:  http://www.lagartense.com.br

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