Orlas de Pau Amarelo e Olinda castigadas


PERTO do Forte, muitos tentavam recuperar o que sobrou
Um rastro de destruição foi deixado por um dos maiores picos da maré alta deste ano. Como resultado, a orla de Pau Amarelo, em Paulista, deixou vários comerciantes prejudicados. Por lá, a água subiu e derrubou parte de vários estabelecimentos comerciais. Já em Olinda, uma grande quantidade de areia invadiu a avenida Beira Mar, juntamente com a água, que encobriu em um dos trechos do calçadão. No Recife, a situação não foi diferente. De acordo com a Diretoria de Hidrologia e Navegação da Capitania dos Portos de Pernambuco, na madrugada de ontem foi registrado um pico de 2,7 metros, além de outro de 2,5 metros, por volta das 17h30. O pescador João Maria Freire de Amorim, 49, morador de Brasília Teimosa, contou que todo ano nessa época é desse jeito, mas essa foi a pior maré que ele já viu. “Desde meus 13 anos eu pesco e sempre dá esse ‘marezão’, mas esse foi demais” disse.

Nas proximidades do Forte de Pau Amarelo, o cenário foi desolador. Muitos tentavam recuperar o que sobrou. Outros pensam em recomeçar. Enquanto uns movem esforços para reconstruir o que foi danificado, outros convivem com um problema bem maior, como foi o caso da comerciante Maria Helena dos Santos, 33. Ela teve seu estabelecimento totalmente destruído e como se não bastasse ter perdido a sua fonte de renda, ela perdeu também sua casa. Pois era lá que ela vivia com sua filha de apenas 6 anos de idade. Agora, ela está dormindo ao relento, para tomar conta do pouco que restou. “Antes que isso acontecesse, a prefeitura ficou de marcar uma reunião com a gente, mas nunca apareceram. Agora, eu perdi tudo. Fogão, móveis, roupas, até mesmo minha feira. Eu só tenho essa roupa que estou vestida, mesmo”, contou desolada.

De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Meio Ambiente de Paulista, Jorge Carreiro, uma das maiores preocupações da prefeitura, assim como do Estado e da União, é em relação à ocupação indevida das faixas de areia. “Infelizmente nenhuma intervenção pode ser feita até que seja concluído o estudo de impacto ambiental, realizado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Mas, a prefei­tura pode sim, fazer um cadastro com as pessoas que estavam ocupando essas localidade”. O secretário garantiu que irá acionar o órgão responsável pela assistência social para atender a família que está desabrigada em Pau Amarelo. “As situações de vulnerabilidade social tem que ter um olhar especial da prefeitura”, comentou.
Por WAGNER SANTOS | http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/661671-orlas-de-pau-amarelo-e-olinda-castigadas

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