Proprietários queixam-se de falta de diálogo e falam em "barbaridade" (Portugal)

11:28 Marco Lyra | Engenheiro Civil | Especialista em Obras de Defesa Costeira. 0 Comentarios


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Governo vai avançar com a demolição de 81 construções na ilha da Culatra, Ria Formosa

As associações de proprietários da ilha da Culatra, na Ria Formosa, Algarve, mostraram-se hoje surpreendidas com a notícia, avançada hoje pelo Diário de Notícias, de que as demolições de 81 construções avançam até ao final de outubro e lamentaram a "falta de diálogo" do Governo.

"Há uma falta de diálogo a que não estávamos habituados com este Governo PS", disse à Lusa Feliciano Júlio, da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, defendendo que o processo "deve ser reanalisado", pois, ao contrário das declarações do ministro do Ambiente, "existem casas de primeira habitação" no grupo daquelas cujos proprietários foram esta semana notificados para demolição.

Já o presidente da Associação de Moradores dos Hangares, José Lezinho, outro dos núcleos afetados pelas demolições, classificou a situação como sendo "uma barbaridade", criticando o facto de agora terem sido estabelecidos 40 metros da linha de água da ria como sendo zona de risco, o que faz com que a maior parte das casas fiquem abrangidas.

O Diário de Notícias publicou hoje uma notícia em que o ministro do Ambiente anuncia que vão avançar as demolições de 81 construções na ilha da Culatra, 60 das quais até ao final de outubro, tendo garantido ao jornal que nenhuma dessas construções é de primeira habitação e que todas, localizadas a menos de 40 metros da linha de água da ria, estão em perigo.

Na quarta-feira, o grupo parlamentar do PCP requereu nova audição do ministro "com a máxima urgência" por causa de alegadas contradições sobre demolições na ria Formosa entre o Governo e a entidade estatal especializada.

O PCP apresentou uma carta da entidade (sociedade Polis Litoral Ria Formosa), datada de 27 de setembro, que aponta para a retirada de bens das habitações até 26 de outubro, a fim de executar a demolição, "sem custos para o interessado" em 27 de outubro, entre as 09:00 e as 17:00, referindo-se ao núcleo da ilha do Farol Nascente.

Fonte: DN

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