PMJP atrasa estudo sobre impacto ambiental da falésia e barreira desmorona dia após dia
Parado há sete meses após distribuição do processo que, em medida cautelar, suspendeu a concorrência 33002/2016 – SEPLAN da Prefeitura de João Pessoa, para contratação de empresas especializadas para elaboração do estudo de impacto ambiental da execução das obras de pavimentação e drenagem da falésia do Cabo Branco, até agora nada foi feito e o projeto segue “encalhado”.
Nenhuma providência foi tomada e o ponto turístico da Capital segue em crescente deterioração, apesar dos vários apelos de políticos, sociedade civil e organizada, além de autoridades, para “salvar” a paisagem.
“Desde o ano passado a prefeitura dizia que não começava o trabalho alegando que a Sudema não concedia a licença. A prefeitura pediu uma prorrogação dizendo que não teve tempo, que o prazo não foi suficiente e nós demos um novo prazo”, lembrou.
Segundo a Aesa, a prefeitura alegou falta de tempo para executar o serviço, incluindo o período necessário para realizar a licitação. Apeasr da justificativa, João acredita que não houve vontade da gestão para tirar o projeto do papel.
“Eles alegaram falta de tempo, que tinha que fazer o procedimento da licitação, etc, etc. A gente sabe que muita coisa não foi feita nesse período porque não houve vontade da gestão em fazer”, arrematou.
Enquanto isso, dia após dia, a barreira vice franca deterioração, com desmoronamentos sucessivos e riscos de acidente.
SUSPENSÃO FOI POR IRREGULARIDADES
De acordo com o Conselhiero Fernando Catão, na análise preliminar, com base em relatório apresentado pela auditoria do TCE, constatou-se que havia indícios suficientes de irregularidades, dentre eles, a vedação da participação de empresas que estivessem reunidas em consórcio, mas sem a devida motivação.
“Essa vedação é contrária ao entendimento do TCU que tem admitido o juízo discricionário da Administração Pública, pela possibilidade de participação ou não em licitações de empresas em consórcio, desde que motivada à decisão”, argumentou o conselheiro à época da decisão.
PB Agora
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